Extraindo valor nas redes sociais

1 04 2009

Brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais. Veja opiniões sobre as oportunidades nestes ambientes.

Assunto do momento, as redes sociais estão atraindo cada vez mais a atenção, diante da audiência crescente de comunidades e fenômenos de conectividade como o Twitter (rede social que mais cresce nos Estados Unidos e que no último ano saltou de 600 mil para 6 milhões de usuários).

No País, o TGI/Ibope já apontou que hoje os brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais. Entre outros aspectos, a discussão envolve como as marcas podem se relacionar com o público de comunidades, blogs de uma forma não intrusiva e trazer resultados positivos a partir da criação de estratégias baseadas nas novas mídias.

O tema foi um dos mais abordados no Web Expo Fórum 2009, realizado em São Paulo Paulo Cesar Queiroz, vice-presidente executivo da DM9DDB, destacou que as marcas podem extrair valor das redes sociais, mas não através de um formato tradicional de publicidade.

Para o executivo, existem três formas:

• uma delas é monitorar o que se fala sobre as marcas nesses ambientes (que tem um efeito multiplicador);

• a segunda é estabelecer um relacionamento interativo, mas ele observa que a empresa tem de estar preparada para dar uma resposta que reverta uma situação negativa, por exemplo, sempre com clareza e transparência num tom institucional;

• por último, funcionar como prestador de serviço, criando ferramentas tecnológicas com informações sobre previsão de tempo, por exemplo, entre outros gadgets.

Sobre a publicidade em redes sociais, Queiroz afirma que é contra. “Eu sou contra, porque esses ambientes não são espaços comerciais e a publicidade pode ser tornar invasiva. Acho que as marcas podem prestar serviço, assinar algumas comunidades. Existem outras formas de monetizar as redes, é possível até tratar uma rede social como um evento, convidando as pessoas a se divertirem e ter uma experiência efetiva com a marca”, afirmou Queiroz.

Marco Gomes, sócio da Boo-box, empresa que faz gestão de publicidade em mídia online, discorda da visão do publicitário. Para Gomes, dependendo do formato adotado, o anúncio não é invasivo. “Desenvolvemos formatos em que a publicidade aparece no meio do texto e o usuário só clica se quiser”, explicou ele. A boo-box lançou na última semana um sistema de publicidade para mídias sociais, com o objetivo de auxiliar as marcas a utilizarem espaço publicitário na web.

Como medir

Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope, falou durante o Web Expo Fórum sobre como medir as ações nas redes sociais e das metodologias desenvolvidas pelo Ibope. Para ele, no ambiente da web 2.0 o essencial para uma marca é sua relevância, prestígio e capacidade de liderar e influir na opinião dos outros. “Estamos desenvolvendo no Ibope métricas e metodologias de pesquisa, entre elas uma metodologia de análise de conteúdo e identificação de formadores de opinião em redes sociais”, contou Coutinho.

O executivo destacou que o uso da internet no processo de compra de imóveis, como fonte de informação, superou até os classificados dos jornais. A pesquisa “Tendências Imobiliárias” realizada pelo Ibope em São Paulo com mais de 2 mil pessoas das classes A, B e C, interessadas em comprar imóveis, mostrou que 49% delas citaram a internet como fonte de informação na busca por imóveis, 44% os classificados de jornais e 27% as imobiliárias e corretores.

Por Kelly Dores

Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)





Como diminuir custos e gerar lucro

16 03 2009

A crise está estampada nos jornais todos os dias e mostra consequências mais ou menos profundas, dependendo do setor da economia. Apesar de um clima de ameaça contagiando corações e mentes, há oportunidades, aprendizagens e possibilidades de evolução em diversas áreas, entre elas a da sustentabilidade.

Conceito que se incorporou ao jargão dos que têm clara percepção da realidade, mesmo que muitas vezes minimizado como sinônimo de saúde econômico–financeira ou equiparado à necessária e urgente atenção à degradação ambiental ou, ainda, explicado como a busca de desenvolvimento social e de redução de desigualdades. Sustentabilidade é, na verdade, a integração destas três dimensões e neste momento de crise, muitas empresas a tratam apenas parcialmente e com ênfase acentuada na primeira delas, a econômica.

Em seu nome, a estabilidade de resultados é perseguida, prioridades e estratégias são revistas, levando à diminuição de investimentos, da produção, de postos de trabalho. Medidas infelizmente necessárias e se feitas com critério, justas.

O risco é as outras duas dimensões serem “sacrificadas”, à espera de um momento mais oportuno para serem “tiradas da gaveta”, como se tratar questões ambientais e sociais fosse apenas uma tendência para os momentos de euforia econômica e de explosão da produção e do consumo. Parece lógico, mas é uma ótica equivocada, com benefícios apenas aparentes e imediatos.

Sustentabilidade apresenta uma grande arma de superação da crise, a começar pelo resgate de princípios éticos e de valores que devem orientar os negócios. Além de ser atitude, estratégia e inovação da empresa, sustentabilidade dá resultados concretos e se traduz em práticas e processos de trabalho. Diminui custos, reduz riscos, principalmente futuros, evita desperdícios, melhora relacionamentos e gera lucros.

Como? Vamos tomar o setor de varejo como exemplo, onde empresas de qualquer porte têm processos sustentáveis mais rentáveis para implantar. Começando pela construção “verde”, assim denominada porque privilegia a preservação ambiental como critério para projetos e obras de lojas, com iluminação natural, materiais de origem certificada, pé direito mais baixo, reuso de água, descarte de entulho etc. A construção sustentável tem um custo em média 15% mais alto, mas se justifica pela redução de custos operacionais já em curto prazo. Em 50 anos, a redução pode chegar a 80%.

Na logística e na operação da loja, iniciativas como o descarte de embalagens junto a cooperativas e indústrias de reciclagem geram emprego e renda. E trazem economias. Estudos apontam a possibilidade de descarte de lixo orgânico para a produção de biocombustível.

Muitas lojas, especialmente as de não alimentos, já utilizam as sacolas plásticas oxibiodegradáveis, que se degradam em contato com o ar, num prazo de até seis meses. Lojas de supermercados comercializam sacolas retornáveis e desenvolvem sacolas plásticas mais resistentes, mais caras, mas mais econômicas pela utilização em menor quantidade.

Consumidores têm se tornado cada vez mais conscientes e engajados, participando ativamente de programas de coleta seletiva de embalagens pós-consumo, adquirindo produtos orgânicos, produtos de marca própria sustentáveis ou de manejo sustentável, vindos de comunidades, cooperativas e associações de artesãos.

Junto a fornecedores há frentes importantes, como a negociação para redução de tamanho e utilização de matéria-prima certificada nas embalagens, exigências contratuais proibindo práticas trabalhistas ilegais e discriminatórias. Colaboradores podem ser também alvo de práticas interessantes, desde o estímulo à participação no processo de sustentabilidade, até a adesão a programas de voluntariado e relacionamento comunitário. A empresa pode, ainda, posicionar-se como “parceira” na solução de problemas locais e no desenvolvimento das comunidades em que atua, investindo no futuro.

Sustentabilidade mostra-se, assim, como um objetivo para qualquer tipo de empresa e deve estar no centro do negócio. Não precisa deixar para depois ou esperar que outras prioridades estejam resolvidas para então pensar a respeito. O momento certo para implantar é agora. Os benefícios serão reais e crescentes, uma grande oportunidade para o comércio e consumo conscientes e para um verdadeiro “ganha – ganha” empresa e sociedade.

 

Por Rosangela Bacima (consultora da Associação ECR Brasil (www.ecrbrasil.com.br) e sócia-diretora da RB Consultoria em Gestão Sustentável)





Planejar TI com os negócios

5 02 2009

Com a rápida e dinâmica evolução do mundo dos negócios, é mais complexo hoje prever, e até mesmo planejar, os rumos a serem seguidos pela companhia em um futuro próximo

Por conta disso, embora muitos não se dêem conta, tornou-se fundamental a realização do alinhamento do planejamento estratégico empresarial com o planejamento estratégico da Tecnologia da Informação. O motivo é simples: não há uma área mais adequada do que a de TI para informar à empresa as melhores ferramentas que poderão ser utilizadas para tornar a elaboração de planos e programas abrangentes uma realidade.

Especialistas de tecnologia sempre estiveram em busca de inovadoras soluções que auxiliem o novo cenário empresarial – agora então, com a crise financeira mundial, essa integração passou a ser prática crucial. O fato é que o alinhamento dos planejamentos ajuda as empresas a se destacarem e permanecerem no mercado com mais solidez.

O planejamento estratégico empresarial está ligado a diversas variáveis, que vão desde o objetivo final da companhia até a participação de cada departamento na evolução dos negócios. Com a união dos planejamentos (empresarial e TI), o objetivo de encontrar a melhor maneira para uma empresa pensar na organização como um todo passa a ter claras chances de ser atingido, podendo até ultrapassar as expectativas de conselhos e acionistas da companhia. Porém, para isso, é necessário que se organize “um conjunto de estratégias ligadas entre si a fim de unificar o resultado esperado a uma gestão unificada total dos planos, metas, coeficientes de qualidade, desde o início da produção ate o produto ou serviço nas mãos do cliente”. (BEAL, 2004).

A Tecnologia da Informação oferece inúmeros recursos para auxiliar nos processos das empresas, para que alcance competitividade e, com isso, o aumento de lucros. A atuação da área de TI na organização também serve como um instrumento que pode elevar o crescimento, alavancando o sucesso da organização.

Vale frisar que o planejamento de TI não envolve compras de equipamento, softwares, dentre outros. Ele é a junção da análise dos objetivos do negócio da empresa, comparando com os métodos produtivos que serão utilizados no trabalho. Ou seja, em qualquer projeto a ser aplicado, tem de estar muito bem alinhado o planejamento estratégico e o de tecnologia da informação. Isso também vale para empresas de outsourcing de BPO (Business Process Outsourcing), que, mesmo não terceirizando, de fato, processos na área de TI, têm de se alinhar com esses dois planejamentos – tanto internamente quanto na solicitante dos serviços.

A crescente inovação traz um cenário onde os processos produtivos deixam de ser os melhores e que as estratégias adotadas anteriormente já não são as mais indicadas. Por tudo isso, torna-se de extrema importância a união do planejamento estratégico empresarial com o planejamento estratégico da Tecnologia da Informação.

Autor: Waldemar Mendes da Costa Junior





Pequenos negócios devem estar na pauta da sustentabilidade

27 01 2009

Nove bilhões de pessoas irão viver neste planeta ainda neste século e a produção mundial irá quadruplicar. Muito está se falando das mudanças nas condições climáticas em todo o mundo e da possível escassez de recursos hídricos, animais e minerais para o final do século. Assim, cada vez mais, fazem-se necessárias políticas nacionais e internacionais de produção e consumo sustentável.

O Brasil ainda tem muito a fazer nesta questão de consumo e produção sustentáveis. Para o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Paulo Alvim, que participou na quinta-feira (19) da mesa redonda ‘Processos Produtivos e Desenvolvimento Sustentável’, se estamos pensando em qualidade de vida e desenvolvimento sustentável e queremos fazer um esforço de inserção competitiva no parque produtivo brasileiro, nós temos que trabalhar com as questões referentes ao universo das micro e pequenas empresas, a maioria dos negócios no País.

O Ministério do Meio Ambiente juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) promoveram nesta quinta e sexta-feira (19 e 20 de abril), em São Paulo, a ‘Mesa Redonda Nacional sobre Consumo e Produção Sustentáveis (CPS)’, onde foram discutidas questões envolvendo o cenário nacional e internacional.

Alvim participou da mesa redonda juntamente com representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em sua palestra, o gerente mostrou como o Sebrae vem trabalhando há algum tempo essas questões com o segmento das micro e pequenas empresas.

Segundo ele, entre as carências do setor produtivo de pequeno porte está o baixo uso de boas práticas, seja de fabricação, seja de gestão, e a dificuldade de acesso à informação, ao conhecimento, à tecnologia. “Apenas estes dois aspectos já nos demonstram o desafio que é trabalhar a questão da produção sustentável dos pequenos negócios. Se nós queremos trabalhar competitividade, sustentabilidade, que é a missão institucional do Sebrae, eu tenho que inserir a organização nesta pauta”, disse.

Ele afirma também que atualmente o País está mais preocupado com a produção sustentável do que o consumo. “Não dá para olhar apenas o lócus da oferta, que é o lócus da produção, porque não existe sustentabilidade de negócios se eu não tiver o olhar de mercado. Torna-se estratégico para a sustentabilidade de negócios o olhar do consumo sustentável como uma estratégia de sustentabilidade nesses processos”.

De acordo com Alvim, é fundamental que cada vez mais se trabalhe com um olhar de mercado, como indutor de todo o processo, não só na área de produção sustentável, mas em qualquer ramo de atividade de porte empresarial. “Todo o modelo de trabalho do Sistema Sebrae, o que chamamos de ambiente favorável para empreender negócios de sucesso, passa por estratégias, como trabalhar marcos legais, o ambiente político, a questão sócio-cultural e soluções técnicas. Já temos um conjunto de ferramentas e o grande trabalho é adequar e disponibilizar, garantindo que as empresas e os empreendedores acessem esse ferramental”, disse.

Alvim enumerou as principais atividades da instituição na questão do CPS. “Estamos trabalhando há algum tempo com a redução de desperdício no setor produtivo, principalmente na área de eficiência energética. A partir desta estratégica da redução de desperdício, cada vez mais utilizamos a lógica do reuso e reciclagem como oportunidade de negócios”.

Segundo ele, muitas vezes o capital de giro está próximo ou pode se transformar em um negócio para terceiros, como o trabalho na organização de catadores, cooperativas de reciclagem industrial. A produção mais limpa é outro foco do Sebrae. “Estamos centrando o trabalho na capacitação e implantação em micro e pequenas empresas. Temos mais de 100 casos de micro e pequenas empresas que implantaram a produção mais limpa”.

O Sebrae também desenvolveu toda uma metodologia de implantação ambiental na micro e pequenas empresas. Há instrumentos de capacitação e consultoria para implantação de ISO 14.000 em micro e pequenas empresas; a questão do ecodesign e comércio justo. “E temos trabalhado internamente essa visão integrada que algumas entidades já exigem da agregação de sistemas de gestão, onde eu integro qualidade, meio ambiente, saúde e segurança do trabalho, inovação e a questão mais ampla que é responsabilidade social”.

Referência:
Autor – Beth Matias – Agência Sebrae de Notícias





O outsourcing nos negócios das empresas

27 01 2009

O crescimento econômico, verificado no País nos últimos anos, fez com que empresas de todos os setores buscassem novos procedimentos em seus negócios, para se tornarem mais competitivas e eficientes no mercado. Muitas delas procuraram as prestadoras de serviços de outsourcing para solucionar parte da questão. Estas firmas, pelo seu lado, trataram de incorporar os conceitos do cenário corporativo que se apresentava. Porém, esse alinhamento provocou algumas mudanças importantes no segmento de terceirização.

O fato é que as prestadoras de serviço de outsourcing, seja nas áreas administrativas, contábeis, fiscais ou financeiras, como de gestão de pessoas e processos, desenvolveram metodologias para que as transições dentro das organizações, fruto da necessidade delas conquistarem novos espaços no mercado, acontecessem de maneira eficaz, fazendo com que a empresa ganhasse produtividade de forma rápida e sem revés.

Em uma outra vertente, as iniciativas de outsourcing também conquistaram novos mercados antes nunca trabalhados em grande escala. Foi o caso do segmento de saúde, em que todos os processos de back office — incluindo as áreas financeira, fiscal e contábil — de consultórios, clínicas, laboratórios, hospitais, dentre outros, passaram a contar com os serviços de outsourcing, para que os players do sistema atendessem exclusivamente às necessidades de seus pacientes.

A área de saúde sempre encarou dificuldades no que tange às suas exigências de gestão, relacionamento com operadoras, sublocação de espaço, controle de custos, orçamento e impostos, folha de pagamento, questões societárias, dentre outros itens. O excessivo enfoque à sua atividade-fim de cuidar da saúde de pacientes – não há dúvidas que isso exige concentrado esforço e responsabilidade, já que está se lhe dando com a vida de seres humanos, principalmente num País com enorme déficit no sistema nacional de saúde –, por muitas vezes impediu esse progresso administrativo do setor.

Resta agora um amadurecimento das relações de empresas e prestadores de serviço de outsourcing para que o primeiro se beneficie ainda mais das vantagens de ter o segundo. Nesse ambiente, porém, faz-se fundamental que ambos compartilhem decisões favoráveis para os dois lados. Se um caminha na busca da competitividade, o outro também. Se um mudou a forma de atuação por conta das oportunidades crescentes, o outro também. No fundo, todos têm um único objetivo: serem imprescindíveis aos seus clientes.

Referência:
Geuma Campos Nascimento





A lealdade e a boa lucratividade

27 01 2009

Ser leal compensa. Essa é a mensagem que Frederick Reichheld se dedica a propagar em seus livros, o que lhe rendeu alcunhas como a de “o papa do culto à lealdade” (atribuída pela revista The Economist) ou o “rei da lealdade” (atribuída pela 1 To 1). Outros papas e monarcas certamente já renderam culto à lealdade em suas várias formas, mas Reichheld foi quem finalmente provou, por A + B, que ser leal dá dinheiro. Ser leal aos funcionários, aos fornecedores, parceiros e, é claro, aos clientes.

Segundo o dicionário Aurélio, leal é aquele que é sincero e honesto, quem é fiel aos compromissos que assume. O Houaiss acrescenta que leal também pode ser aplicado àquele que anda na Lei e que lealdade pode ser o respeito aos princípios e às regras que norteiam a honra e a probidade. Para alguns, isso pode cheirar a iniciação para mosqueteiros ou a aula de educação moral e cívica, coisa de um mundo que não existe (afinal, quem fala “probidade” hoje em dia?). Para outros, lealdade já vem no pacote da sua ética particular, que aplicam em casa ou na empresa. Outros, ainda, acreditam que lealdade faz bem para o mundo e para o bolso. É o caso de Reichheld, um bom conselheiro nos tempos de turbulência econômica e também no período da estabilidade, quando tendemos a nos acomodar, esquecendo-nos de que há ciclos para tudo. De vida, inclusive.

O respeito aos clientes –para conquistar sua lealdade– está entre os top 10 mandamentos do marketing há décadas. “São os clientes que pagam nosso salário”, é a verdade inapelável que se ouve a toda hora, talvez no intuito de incutir nos funcionários um bom motivo para o bom atendimento. Também se diz “funcionário fiel faz cliente fiel” e muito se fala sobre como ter um funcionário fiel (sendo leal a ele, em suma). Na prática, contudo, a ética da lealdade se mostra volátil. O que o consultor Reichheld alerta é: sem um, não há o outro.

Sem lealdade aos funcionários, não há lealdade por parte do cliente e, sem ela, você corre o sério risco de não conseguir sustentar seus lucros. Porque somente o cliente leal traz o lucro bom para sua empresa. Mas existe lucro ruim?

Na visão desse especialista em lucratividade, os maus lucros são aqueles que vêm de clientes que, na realidade, não gostam de sua empresa, não a recomendariam aos amigos e que o deixarão na primeira oportunidade. Mais do que isso, eles são responsáveis por 80% a 90% da propaganda negativa de sua empresa. Assim, a questão não pode parar na constatação de se seu o cliente dá lucro ou não, mas se você está pisando areia movediça ou terra firme.

Conhecer o cliente para entregar valor ao acionista
Para Reichheld, a análise do NPS (Net Promoter Score) pode oferecer um conhecimento mais preciso sobre a saúde de sua empresa. O NPS é uma ferramenta que o ajuda a identificar quantos dos seus clientes são o ativo da sua empresa e quantos fazem parte do passivo. “Em essência, você faz ao seu cliente uma única e simples pergunta: Qual seria a probabilidade de você nos recomendar a um amigo? E pede que eles indiquem tal probabilidade em uma escala de zero a dez”, explica o consultor em entrevista ao CEO Forum. Depois, o que se faz é subtrair o percentual dos clientes na situação do passivo (a quem ele chama de “detratores”) daqueles no ativo (os que atribuíram 9 ou 10 na escala, os “promotores”).

Você pode pensar: “Mas temos altos índices de satisfação de clientes, lucros ruins não serão um problema para minha empresa”. Na opinião de Reichheld, há grandes chances de você estar equivocado. Em seu livro A Pergunta Definitiva, ele discorre sobre diversos fatores que levam as pesquisas a não serem tão úteis, muitos dos quais são erros de aplicação. Entretanto, o autor nos oferece um dado interessante: entre 60% e 80% dos clientes se declaram satisfeitos ou muito satisfeitos antes de deixarem de ser clientes. Além disso, algumas empresas têm níveis de satisfação próximos dos 90% sem obter uma vantagem econômica. “Resultados de pesquisas não estão conectados à economia”, afirma Reichheld.

Ele descobriu que é incomum que as empresas alcancem índices altos no NPS. “A maioria das empresas atinge 5% a 10%, quer dizer, um equilíbrio entre promotores e detratores”, revela. Ele também assegura que há uma forte correlação entre o NPS e a taxa de crescimento da empresa. “Encontramos muitas empresas –e mesmo setores inteiros– com índices negativos de NPS, o que é uma razão pela qual essas empresas ou setores não podem entregar um crescimento consistente e sustentável ao seus acionistas”.

No artigo Motivating through metrics, escrito por Reichheld e Paul Rogers, os autores ponderam que outros fatores que não a lealdade do consumidor têm seu papel no crescimento da empresa, mas que a pergunta definitiva sobre a recomendação do cliente é a métrica mais eficaz nesse sentido. “Enquanto a lealdade do cliente não pode garantir o crescimento, em geral, o crescimento lucrativo não pode ser alcançado sem ela”, afirmam.

O que fazer com o NPS
Após fazer a pergunta definitiva e obter os devidos resultados, é preciso validá-los no mundo real, isto é, observar se o comportamento do cliente condiz com o que ele respondeu. Uma inconsistência pode indicar, por exemplo, que você perguntou à pessoa errada ou mesmo que você passou a não desempenhar a contento para tal cliente.

Para cada tipo de cliente haverá um tipo de tratamento, de modo que se converta o lucro ruim em bom, ou mesmo a falta de lucros em lucros. As palestras e livros de Reichheld são fartas em exemplos e conselhos nesse sentido.

O fundamental, contudo, é ter o NPS como direcionador das prioridades da empresa –de toda a empresa. Daí a importância da lealdade em relação aos funcionários e de uma liderança forte, que não mine a motivação das pessoas e que transmita a mensagem de que o serviço leal ao cliente e o crescimento da organização é responsabilidade de todos.

Em entrevista à HSM Global, Reichheld foi cristalino: “O que diferencia as empresas líderes em lealdade das demais é sua alta administração”.

Referências:
Autor – Alexandre Delfino de Sousa





A importância humana em TI

20 01 2009

O crescimento de ferramentas tecnológicas é constante e ininterrupto. Mas a importância da participação humana em todo esse processo de TI (Tecnologia da Informação) ainda é fundamental.

“Ter uma equipe bem formada tecnicamente, treinada, qualificada e, constantemente, atualizada é tão indispensável quanto ter profissionais observadores e sensíveis às necessidades dos seus clientes.”, lembra Consultor e diretor da P2HE, Edmilson Rosa.

“Um olhar diferenciado e experiente permite entender o negócio do cliente, as arestas a serem aparadas e até prever os problemas dele”, continua Rosa.

O outsourcing de TI está caminhando para ser mais que uma opção e, sim, uma condição à sobrevivência das empresas no mercado. O contato direto com clientes e usuários obriga os profissionais de tecnologia a serem cada vez mais capacitados para levar soluções estratégicas com visão de negócio.

Segundo Rosa, “o comprometimento do fornecedor tem um papel importante no resultado e é com esse pensamento que ele deve promover ações focadas com a estratégia da empresa”.

Para muitas organizações, a informação e a tecnologia que suportam o negócio representam um precioso recurso. Portanto, o investimento na qualificação de profissionais para utilização correta de ferramentas e metodologias contribui, diretamente, na diminuição de custos cada vez mais baixos.

Referência: HSM online





Marketing e WEB

15 01 2009

Com a explosão de fenômenos como YouTube, Google, redes sociais e a mania de todo mundo querer se ver na internet e buscar informação na rede, a web assumiu posição estratégica no plano de comunicação dos anunciantes e não dá mais para ficar fora dela – afinal, cerca de 65 milhões de brasileiros estão conectados à rede.

Apesar de concentrar apenas 4,5% do investimento publicitário no País (em torno de R$ 1 bilhão), a previsão é de que dentro de dois anos a mídia on-line detenha 10% do bolo, à frente de meios tradicionais como o rádio e TV paga. Na Inglaterra, a estimativa é que neste ano os investimentos em publicidade na web ultrapassem a TV aberta. O movimento é irreversível e traz um cenário de transformações na relação das marcas com o consumidor e na forma de se comunicar que mexeu com o mercado em 2008 e deve mudar mais este ano. “No ano passado, a publicidade on-line se estabeleceu como uma estratégia real de comunicação para as marcas. Ela, definitivamente, saiu do banco do carona e passou a segurar o volante das marcas junto com as outras mídias”, avalia Eco Moliterno, vice-presidente de criação da Wunderman.

Outro fato relevante é que as classes C e D agora também têm acesso à internet – hoje são mais de 90 mil lan houses no Brasil. Isso significa que a web deixou de ser uma mídia que alcança apenas as classes A e B. A crise econômica também promete favorecer a publicidade on-line este ano, já que o custo é menor. “Poucos anunciantes chegaram perto de 10% de investimento em internet, mas a tendência é que aumente mais. De 2007 para 2008 houve um crescimento de 40%. Por conta da crise, talvez haja corte de budget, mas não para internet”, diz Valdiney Victor Viçossi, presidente da VM2.

Experimentação

Para os especialistas, 2009 também será o ano da implantação de projetos diferenciados tanto para internet como em mobile marketing, que praticamente engatinhou no último ano. “Este ano terá um caráter de experimentação com projetos diferenciados. O mobile marketing foi pouco explorado e para este ano, promete ter novos formatos, liberação do consumidor para receber essa publicidade. A utilização da capacidade do processamento dos celulares será outra novidade”, conta Luiz Fernando Vieira, sócio e diretor de mídia da Africa.

A Y&R anunciou que no último ano, os investimentos da agência em ações digitais cresceram 300%, na comparação com 2007.

Marcelo Sant’Iago, diretor geral da MídiaClick, chama a atenção para o baixo investimento, apesar da audiência elevada dos meios digitais. “Se compararmos o número de pessoas on-line e o tempo que elas passam conectadas, deveria haver mais investimento”, diz Sant’Iago. “Principalmente em um País com audiência recorde e onde há mais pessoas on-line do que lendo revistas ou assinando jornais”, alerta.

Referências: Propmark





As prioridades do CIOs para 2009

14 01 2009

De acordo com o estudo, 74% das empresas de médio e grande portes planejam implementar nos próximos 12 meses um projeto de transformação em seus data centers

Uma pesquisa mundial realizada pela HP trouxe um panorama de como será o ano de 2009 para os investimentos em tecnologia da informação em companhias de países como Brasil Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos

Dados locais mostram que a consolidação de data center é a prioridade dos CIOs brasileiros para este ano. De acordo com o estudo, 74% das empresas de médio e grande portes planejam implementar nos próximos 12 meses um projeto de transformação de seus centros de dados. Os principais objetivos da consolidação são diminuir os custos e reduzir os riscos de negócios.

A pesquisa aponta ainda que a maioria destes executivos está iniciando ou planejando projetos de consolidação de áreas (95%), continuidade de negócios (93%) e virtualização (91%). Em relação às metas, 31% dos executivos de TI disseram que seu principal objetivo de 2009 é a redução de custos operacionais. Aprimorar a segurança apareceu logo depois com 29%.
Dos executivos brasileiros que participaram da pesquisa, a maioria priorizará a consolidação de data centers (74% dos entrevistados) e, em seguida, a consolidação de servidores e storage (59%).

A virtualização – uma tecnologia importante na consolidação de servidores – está na agenda de 25% dos entrevistados brasileiros já para este ano, assim como a modernização de suas aplicações legadas e a melhoria do gerenciamento de TI.

De acordo com John Bennett, diretor mundial de Soluções de Transformação de Data Centers da HP, CIOs que abordam iniciativas de DCT com um foco em necessidades corporativas podem reduzir o tempo de retorno dos atuais investimentos em tecnologia, ao mesmo tempo em que formam a base para o futuro.
O estudo ainda mostra que a maioria das organizações está transformando seus data centers por meio de projetos independentes no lugar de adotar uma abordagem ampla e integrada. Do total dos entrevistados, 20% disseram estar iniciando uma transformação completa, enquanto os 80% restantes estão implementando projetos localizados de transformação.

Numa das perguntas da pesquisa, foi pedida a indicação dos projetos que os gestores implementariam independentemente dos objetivos específicos de tecnologia. Os CIOs indicaram automação (64%), TI Verde (60%), gerenciamento de operações (59%), virtualização (59%) e continuidade de negócios (58%).

Referências:
Autor – Bruno Ferrari





A crise e as prioridades

8 12 2008

Em meio à incerteza gerada pela crise financeira mundial, as empresas brasileiras enfrentam o desafio de planejar seus passos para o próximo ano. O momento é de calcular riscos, estudar quais projetos continuam e o que é prioritário. O mais difícil é como evitar que o temor tome a frente nas decisões e acabe paralisando projetos ou cancelando ações importantes. A prudência, uma qualidade tão importante para a sobrevivência humana, no mundo dos negócios pode trazer algum prejuízo quando empregada sem critério.     

Em qualquer situação econômica, tornar-se ou (manter-se) competitivo começa com o controle preciso e sistemático dos processos da organização, com custos ajustados e otimizados, mantendo uma visão precisa das informações que vão servir para a tomada de decisões. Algumas áreas e serviços essenciais não podem ficar de fora nesse planejamento, mas no máximo, ser readequadas. É o caso dos investimentos em tecnologia da informação.

Alguns setores da economia já reconheceram a necessidade de continuar investindo em TI, entendendo que muitos projetos na área estão ligados diretamente ao negócio central das empresas. Ou seja, é melhor continuar a tocar projetos do que pisar no freio de repente e correr o risco de perder o investimento feito ou comprometer a competitividade da empresa num futuro próximo. O raciocínio vale para empresas de todos os portes.

Grandes compradores de tecnologia da informação, como bancos, operadoras de telefonia e construtoras, declararam que pretendem manter seus investimentos na área em 2009. Outros setores esbanjam serenidade. A Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg) declarou que o setor deverá aumentar de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,4 bilhão seus investimentos em TI ainda este ano e que serão priorizados investimentos nas áreas de processos e gestão de produtos. A confederação do setor também revelou que, dependendo do porte e perfil das seguradoras, os investimentos em TI, que significam 2% dos prêmios emitidos, podem atingir até 2,5%.

Até mesmo nos Estados Unidos, o epicentro da crise, há focos de otimismo para a área de TI. O instituto de pesquisa Forrester acredita que os problemas na economia não devem afetar diretamente os orçamentos e por uma razão simples: a TI não é apenas uma ferramenta para organização interna, mas um elemento estratégico para os negócios. A dica é enxugar custos e manter projetos que vão terminar no próximo semestre ou que trazem resultado financeiro em até um ano e principalmente aqueles estratégicos, que trazem eficiência e, em longo prazo, custos até menores.

Parte dos especialistas em finanças estima que o pior período da crise deve durar até 18 meses. Se a previsão se confirmar, paralisar programas e investimentos em TI pode representar sério risco ao negócio quando a “normalidade” da economia for retomada. A fatia do bolo destinada a sistemas inteligentes em uma empresa não pode ser negada. E muito menos ser confundida com a cereja do bolo.

Autor: Edmilson Rosa