Extraindo valor nas redes sociais

1 04 2009

Brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais. Veja opiniões sobre as oportunidades nestes ambientes.

Assunto do momento, as redes sociais estão atraindo cada vez mais a atenção, diante da audiência crescente de comunidades e fenômenos de conectividade como o Twitter (rede social que mais cresce nos Estados Unidos e que no último ano saltou de 600 mil para 6 milhões de usuários).

No País, o TGI/Ibope já apontou que hoje os brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais. Entre outros aspectos, a discussão envolve como as marcas podem se relacionar com o público de comunidades, blogs de uma forma não intrusiva e trazer resultados positivos a partir da criação de estratégias baseadas nas novas mídias.

O tema foi um dos mais abordados no Web Expo Fórum 2009, realizado em São Paulo Paulo Cesar Queiroz, vice-presidente executivo da DM9DDB, destacou que as marcas podem extrair valor das redes sociais, mas não através de um formato tradicional de publicidade.

Para o executivo, existem três formas:

• uma delas é monitorar o que se fala sobre as marcas nesses ambientes (que tem um efeito multiplicador);

• a segunda é estabelecer um relacionamento interativo, mas ele observa que a empresa tem de estar preparada para dar uma resposta que reverta uma situação negativa, por exemplo, sempre com clareza e transparência num tom institucional;

• por último, funcionar como prestador de serviço, criando ferramentas tecnológicas com informações sobre previsão de tempo, por exemplo, entre outros gadgets.

Sobre a publicidade em redes sociais, Queiroz afirma que é contra. “Eu sou contra, porque esses ambientes não são espaços comerciais e a publicidade pode ser tornar invasiva. Acho que as marcas podem prestar serviço, assinar algumas comunidades. Existem outras formas de monetizar as redes, é possível até tratar uma rede social como um evento, convidando as pessoas a se divertirem e ter uma experiência efetiva com a marca”, afirmou Queiroz.

Marco Gomes, sócio da Boo-box, empresa que faz gestão de publicidade em mídia online, discorda da visão do publicitário. Para Gomes, dependendo do formato adotado, o anúncio não é invasivo. “Desenvolvemos formatos em que a publicidade aparece no meio do texto e o usuário só clica se quiser”, explicou ele. A boo-box lançou na última semana um sistema de publicidade para mídias sociais, com o objetivo de auxiliar as marcas a utilizarem espaço publicitário na web.

Como medir

Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope, falou durante o Web Expo Fórum sobre como medir as ações nas redes sociais e das metodologias desenvolvidas pelo Ibope. Para ele, no ambiente da web 2.0 o essencial para uma marca é sua relevância, prestígio e capacidade de liderar e influir na opinião dos outros. “Estamos desenvolvendo no Ibope métricas e metodologias de pesquisa, entre elas uma metodologia de análise de conteúdo e identificação de formadores de opinião em redes sociais”, contou Coutinho.

O executivo destacou que o uso da internet no processo de compra de imóveis, como fonte de informação, superou até os classificados dos jornais. A pesquisa “Tendências Imobiliárias” realizada pelo Ibope em São Paulo com mais de 2 mil pessoas das classes A, B e C, interessadas em comprar imóveis, mostrou que 49% delas citaram a internet como fonte de informação na busca por imóveis, 44% os classificados de jornais e 27% as imobiliárias e corretores.

Por Kelly Dores

Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)





Questões importantes sobre o Marketing na Internet

13 03 2009

O Congresso de Buscadores, SEO, SEM e Marketing Online realizado no final em Barcelona no início deste ano trouxe muitas questões importantes sobre as novas perspectivas do Marketing na internet. Os assuntos abordados foram desde a importância da relevância dos conteúdos, das redes sociais, gestão da reputação online, posicionamento em buscadores, SEO, Analítica Web, ORM, entre outros.

Falou-se sobre as tendências da internet e das mudanças do perfil dos usuários, entre elas, as ferramentas de publicação de conteúdo estão em contínua evolução e são cada vez mais acessíveis; a explosão de fontes de informação, fragmentação da audiência; inteligência coletiva; personalização; capacidade de atenção limitada; a usabilidade como grande objetivo de qualquer site. Atualmente, o usuário não tem paciência, ele tem que encontrar as informações que deseja de forma rápida.

Os grandes protagonistas do evento foram as redes sociais, analítica Web e Reputação online. Abordou-se muito a questão de como otimizar os conteúdos gerados pelos usuários. Diante disso, que estratégia seguir frente ao auge dos conteúdos sociais? Tudo indica que uma estratégia de otimização para buscadores deve ser integral, abarcar desde os conteúdos web até materiais multimídia e conteúdo criado pelos usuários.

E como medir, analisar e otimizar os resultados em redes socais ou outros canais? Todo o profissional da área tem muito que fazer neste sentido, as empresas necessitam satisfazer os clientes e a Analítica Web é um aliado indiscutível para medir isto.  Profissionais do Google falaram sobre o Google Analytics, a importância de medir as conversões para melhor gerenciar o ROI em Campanhas online. A importância de utilização de Segmentos Avançados para aprofundar o conhecimento do perfil do usuário.

A ORM (Online Reputation Management), abordada por vários palestrantes, é um assunto ainda muito pouco discutido e desenvolvido de fato. Por isto, a Igne Inteligência Digital resolveu participar, porque o Brasil precisa estar ligado nestas novas estratégias Online. O poder dos usuários no desenvolvimento do conhecimento coletivo foi potencializado de maneira exponencial através da web. E as empresas precisam atentar para o quanto as redes socais e os buscadores são importantes para a reputação de uma marca.

Fala-se que o Google é muito mais do que um buscador, é sim, um rankeador de reputação. O Google estima receber dois bilhões de pesquisas por dia. Dois bilhões de pessoas que acessam os buscadores, muitas vezes para se informar sobre um produto ou serviço. E você sabe o que seus clientes estão falando de você na internet? Sabe como eles estão buscando os produtos que consomem?

O poder do marketing está nas mãos dos usuários, que comentam quando um produto agradou, quando o atendimento foi bom, mas também, com a total liberdade de expressarem seus sentimentos, criticam quando sentem vontade. E compartilham idéias com outros consumidores, de forma nunca antes pensada pelo marketing. O marketing boca-boca está realmente globalizado porque um consumidor do Brasil pode trocar idéia com um consumidor da Europa ou EUA em poucos segundos.

As empresas, sejam nacionais ou internacionais, precisam estar atentas a este poder cada vez maior que os clientes possuem. Saber o que os clientes falam das marcas é questão de sobrevivência hoje. Monitorar isto é garantia de negócios. E isto não significa monitorar somente o seu site, significa entrar em redes sociais, estar no Linkedin, no Twitter, utilizar RSS, Widgets, blogs, podcast, saber o que os concorrentes estão falando, o que os clientes estão falando dos concorrentes, trocar idéia com os consumidores dos seus produtos, estar nas comunidades que falam sobre o seu ramo de atuação.

E tudo isto, não é assunto somente para grandes empresas, as pequenas e médias empresas devem estar muito antenados a esta nova realidade, pois o “P” de Promoção foi alterado de forma radical e a cada dia nos surpreende com novas possibilidades.

Por Taisa Dalla Valle, sócia/gerente de Marketing Online da Igne Inteligência Digital, formada em Relações Públicas pela UFSM e com MBA em Marketing Estratégico pela UNISC.





E-commerce movimentou R$ 8,2bi

19 02 2009

O ano de 2008 foi prodigioso para o comércio eletrônico brasileiro. Não só pelo expressivo crescimento do faturamento do setor, que bateu na casa dos R$ 8,2 bilhões – número 30% superior ao registrado no ano anterior – mas também porque a confiança do consumidor nas transações online demonstra que o segmento tem cada vez mais credibilidade. Outra prova disso é que o tíquete médio também cresceu e fecha o ano em R$ 325,00.

Atualmente, são mais de 13 milhões de pessoas comprando pela internet e os sinais para os próximos 12 meses são positivos, mesmo com uma possível desaceleração por conta do repasse da alta do dólar nos preços dos produtos importados. A previsão é de que o faturamento tenha uma alta de 25% e atinja R$ 10,2 bilhões em 2009.

Aliás, vale comentar que a crise de crédito que diversos setores enfrentam não afetou o comércio online até o momento. Tanto os resultados das empresas do varejo digital no terceiro trimestre, quanto pesquisas recentemente publicadas, demonstram que as vendas pela internet tornaram-se uma importante válvula de escape para manter o crescimento das empresas do mercado tradicional.

Em um presente onde o consumidor procura por preços mais em conta, melhores condições de pagamento e produtos com mais custo x benefício, é difícil encontrar soluções mais interessantes que a compra pela rede. Tanto que o resultado do natal de 2008 não poderia ser melhor: evolução de 15% no consumo digital contra um porcentual de 11% em 2007.

É preciso ressaltar também que mesmo com a previsão da entrada de 4 milhões de novos consumidores, o tíquete médio deverá se manter estável, já que produtos como informática, celulares e eletroeletrônicos, que colaboraram fortemente para a curva ascendente em 2006 e 2007, deverão sofrer com uma pequena retração nas vendas.

Outro movimento interessante que merece destaque é o fato dos preços dos produtos terem sofrido retração no último ano, o que pode ser confirmado na pesquisa do Instituto Provar, na qual produtos como celulares tiveram uma retração de 19,9% e os bens de informática recuaram 11,8%.

Diversos aspectos devem influenciar o crescimento do comércio eletrônico em 2009, mas reitero que alguns deles farão diferença: as promoções de frete grátis, o parcelamento sem juros e os preços mais competitivos em relação ao varejo tradicional. Por tudo isso, é certo o aumento na freqüência de uso do canal web por parte do consumidor.

Referência:
Autor: Pedro Guasti (Diretor-Geral da e-Bit)
Fonte: PropMark





O outsourcing nos negócios das empresas

27 01 2009

O crescimento econômico, verificado no País nos últimos anos, fez com que empresas de todos os setores buscassem novos procedimentos em seus negócios, para se tornarem mais competitivas e eficientes no mercado. Muitas delas procuraram as prestadoras de serviços de outsourcing para solucionar parte da questão. Estas firmas, pelo seu lado, trataram de incorporar os conceitos do cenário corporativo que se apresentava. Porém, esse alinhamento provocou algumas mudanças importantes no segmento de terceirização.

O fato é que as prestadoras de serviço de outsourcing, seja nas áreas administrativas, contábeis, fiscais ou financeiras, como de gestão de pessoas e processos, desenvolveram metodologias para que as transições dentro das organizações, fruto da necessidade delas conquistarem novos espaços no mercado, acontecessem de maneira eficaz, fazendo com que a empresa ganhasse produtividade de forma rápida e sem revés.

Em uma outra vertente, as iniciativas de outsourcing também conquistaram novos mercados antes nunca trabalhados em grande escala. Foi o caso do segmento de saúde, em que todos os processos de back office — incluindo as áreas financeira, fiscal e contábil — de consultórios, clínicas, laboratórios, hospitais, dentre outros, passaram a contar com os serviços de outsourcing, para que os players do sistema atendessem exclusivamente às necessidades de seus pacientes.

A área de saúde sempre encarou dificuldades no que tange às suas exigências de gestão, relacionamento com operadoras, sublocação de espaço, controle de custos, orçamento e impostos, folha de pagamento, questões societárias, dentre outros itens. O excessivo enfoque à sua atividade-fim de cuidar da saúde de pacientes – não há dúvidas que isso exige concentrado esforço e responsabilidade, já que está se lhe dando com a vida de seres humanos, principalmente num País com enorme déficit no sistema nacional de saúde –, por muitas vezes impediu esse progresso administrativo do setor.

Resta agora um amadurecimento das relações de empresas e prestadores de serviço de outsourcing para que o primeiro se beneficie ainda mais das vantagens de ter o segundo. Nesse ambiente, porém, faz-se fundamental que ambos compartilhem decisões favoráveis para os dois lados. Se um caminha na busca da competitividade, o outro também. Se um mudou a forma de atuação por conta das oportunidades crescentes, o outro também. No fundo, todos têm um único objetivo: serem imprescindíveis aos seus clientes.

Referência:
Geuma Campos Nascimento





Marketing e WEB

15 01 2009

Com a explosão de fenômenos como YouTube, Google, redes sociais e a mania de todo mundo querer se ver na internet e buscar informação na rede, a web assumiu posição estratégica no plano de comunicação dos anunciantes e não dá mais para ficar fora dela – afinal, cerca de 65 milhões de brasileiros estão conectados à rede.

Apesar de concentrar apenas 4,5% do investimento publicitário no País (em torno de R$ 1 bilhão), a previsão é de que dentro de dois anos a mídia on-line detenha 10% do bolo, à frente de meios tradicionais como o rádio e TV paga. Na Inglaterra, a estimativa é que neste ano os investimentos em publicidade na web ultrapassem a TV aberta. O movimento é irreversível e traz um cenário de transformações na relação das marcas com o consumidor e na forma de se comunicar que mexeu com o mercado em 2008 e deve mudar mais este ano. “No ano passado, a publicidade on-line se estabeleceu como uma estratégia real de comunicação para as marcas. Ela, definitivamente, saiu do banco do carona e passou a segurar o volante das marcas junto com as outras mídias”, avalia Eco Moliterno, vice-presidente de criação da Wunderman.

Outro fato relevante é que as classes C e D agora também têm acesso à internet – hoje são mais de 90 mil lan houses no Brasil. Isso significa que a web deixou de ser uma mídia que alcança apenas as classes A e B. A crise econômica também promete favorecer a publicidade on-line este ano, já que o custo é menor. “Poucos anunciantes chegaram perto de 10% de investimento em internet, mas a tendência é que aumente mais. De 2007 para 2008 houve um crescimento de 40%. Por conta da crise, talvez haja corte de budget, mas não para internet”, diz Valdiney Victor Viçossi, presidente da VM2.

Experimentação

Para os especialistas, 2009 também será o ano da implantação de projetos diferenciados tanto para internet como em mobile marketing, que praticamente engatinhou no último ano. “Este ano terá um caráter de experimentação com projetos diferenciados. O mobile marketing foi pouco explorado e para este ano, promete ter novos formatos, liberação do consumidor para receber essa publicidade. A utilização da capacidade do processamento dos celulares será outra novidade”, conta Luiz Fernando Vieira, sócio e diretor de mídia da Africa.

A Y&R anunciou que no último ano, os investimentos da agência em ações digitais cresceram 300%, na comparação com 2007.

Marcelo Sant’Iago, diretor geral da MídiaClick, chama a atenção para o baixo investimento, apesar da audiência elevada dos meios digitais. “Se compararmos o número de pessoas on-line e o tempo que elas passam conectadas, deveria haver mais investimento”, diz Sant’Iago. “Principalmente em um País com audiência recorde e onde há mais pessoas on-line do que lendo revistas ou assinando jornais”, alerta.

Referências: Propmark





A crise e as prioridades

8 12 2008

Em meio à incerteza gerada pela crise financeira mundial, as empresas brasileiras enfrentam o desafio de planejar seus passos para o próximo ano. O momento é de calcular riscos, estudar quais projetos continuam e o que é prioritário. O mais difícil é como evitar que o temor tome a frente nas decisões e acabe paralisando projetos ou cancelando ações importantes. A prudência, uma qualidade tão importante para a sobrevivência humana, no mundo dos negócios pode trazer algum prejuízo quando empregada sem critério.     

Em qualquer situação econômica, tornar-se ou (manter-se) competitivo começa com o controle preciso e sistemático dos processos da organização, com custos ajustados e otimizados, mantendo uma visão precisa das informações que vão servir para a tomada de decisões. Algumas áreas e serviços essenciais não podem ficar de fora nesse planejamento, mas no máximo, ser readequadas. É o caso dos investimentos em tecnologia da informação.

Alguns setores da economia já reconheceram a necessidade de continuar investindo em TI, entendendo que muitos projetos na área estão ligados diretamente ao negócio central das empresas. Ou seja, é melhor continuar a tocar projetos do que pisar no freio de repente e correr o risco de perder o investimento feito ou comprometer a competitividade da empresa num futuro próximo. O raciocínio vale para empresas de todos os portes.

Grandes compradores de tecnologia da informação, como bancos, operadoras de telefonia e construtoras, declararam que pretendem manter seus investimentos na área em 2009. Outros setores esbanjam serenidade. A Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg) declarou que o setor deverá aumentar de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,4 bilhão seus investimentos em TI ainda este ano e que serão priorizados investimentos nas áreas de processos e gestão de produtos. A confederação do setor também revelou que, dependendo do porte e perfil das seguradoras, os investimentos em TI, que significam 2% dos prêmios emitidos, podem atingir até 2,5%.

Até mesmo nos Estados Unidos, o epicentro da crise, há focos de otimismo para a área de TI. O instituto de pesquisa Forrester acredita que os problemas na economia não devem afetar diretamente os orçamentos e por uma razão simples: a TI não é apenas uma ferramenta para organização interna, mas um elemento estratégico para os negócios. A dica é enxugar custos e manter projetos que vão terminar no próximo semestre ou que trazem resultado financeiro em até um ano e principalmente aqueles estratégicos, que trazem eficiência e, em longo prazo, custos até menores.

Parte dos especialistas em finanças estima que o pior período da crise deve durar até 18 meses. Se a previsão se confirmar, paralisar programas e investimentos em TI pode representar sério risco ao negócio quando a “normalidade” da economia for retomada. A fatia do bolo destinada a sistemas inteligentes em uma empresa não pode ser negada. E muito menos ser confundida com a cereja do bolo.

Autor: Edmilson Rosa





A Inovação da TI será fundamental para transformar a crise econômica em oportunidade

27 10 2008

Nem todas as empresas serão igualmente afetadas pela crise financeira. Investimentos continuados em TI são fundamentais para todas as empresas, desde aquelas que têm o objetivo de se manter até as que querem adquirir competitividade. A inevitável recuperação proporcionará tantas oportunidades quantos são os riscos gerados pela crise.

DESCOBERTAS
A inovação é crucial na medida em que passamos da gestão da crise no curto prazo para a recuperação. A TI é a pedra fundamental da criação de riqueza nas economias modernas: as empresas e as agências governamentais devem acelerar os investimentos em TI para continuarem a ser competitivas e retornar à prosperidade. Durante o período intermediário e no longo prazo, a TI se tornará menos discricionária, e os orçamentos de TI tomarão uma parte maior das despesas gerais da empresa.

ANÁLISE
Embora a vantagem na manufatura tenha ido para os produtores de baixo custo em outros países, os EUA continuam a dominar nas indústrias impulsionadas por capital intelectual, tais como tecnologia médica, farmacêutica, e tecnologia da informação. A transição dos produtos tangíveis para as indústrias que fazem uso intensivo de design e pesquisas requer uma alavancagem contínua da propriedade intelectual dos EUA para a criação de riqueza. As pesquisas e o design fazem uso intensivo de dados. A TI é crítica não somente para se monitorar, analisar e armazenar dados; A TI é também fundamental para transformar dados em informações úteis.

Uma vez que as informações tenham sido criadas, é fundamental que se tornem acessíveis. A Gartner acredita que as regulamentações que surgiram a partir da legislação Sarbanes-Oxley serão quase nada se comparadas à próxima fase de regulamentações decorrentes da atual crise financeira. O impacto se estenderá para todas as empresas, na medida em que agências de crédito e órgãos reguladores requeiram uma maior transparência. Os requisitos para uma maior transparência acelerarão a demanda por sistemas em tempo real, a integração de dados, e a acessibilidade das informações. No curto prazo, muitos desses requisitos poderão ser abordados de forma tática, mas no mais longo prazo, será necessário acelerar os planos de modernização para a infra-estrutura de TI.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER

 
• Encoraje e apóie seu pessoal. Cada vez mais, pessoas trabalhando juntas e apoiadas por tecnologias serão os mecanismos da inovação. Para estimular a inovação, os líderes devem antecipar as preocupações junto aos seus fornecedores, parceiros e compradores.
• Compreenda que os investimentos em tecnologia no longo prazo serão mais importantes do que nunca. O choque do sistema financeiro permanecerá por muitos anos, e na medida em que a recuperação retome seu passo, muitas empresas usarão a crise como uma oportunidade. As empresas mais fortes serão capazes de adquirir ativos mais baratos e lutarão para conquistar participação no mercado à custa dos concorrentes mais fracos, enquanto outras empresas terão simplesmente que focar na manutenção da sua competitividade.
• Não ignore as necessidades de mais longo prazo que serão cruciais para manter a eficiência e a eficácia corporativa. Enquanto foca os estresses que as atuais condições macroeconômicas trazem para os negócios, planeje a aceleração da modernização das infra-estruturas de TI e promova fundamentos centrados nas informações.
• Continue a enfatizar o planejamento no período intermediário e no longo prazo para continuar à frente em termos de competitividade enquanto a atual crise se desfaz. Atrasar ou ignorar o planejamento de longo prazo devido a pressões de curto prazo levará à uma situação de desvantagem, colocando as empresas na nada invejável posição de ter que correr atrás depois.
• Finalmente, ao avaliar o corte de custos, mire as áreas nas quais uma redução de funcionalidade agora possa eliminar as restrições dos aplicativos/dispositivos legados. Assim, você poderá preparar os sistemas para o crescimento quando a economia se recuperar.

• Foque o refinamento de seus negócios e de sua estratégia de TI, assim como a arquitetura corporativa. Esses esforços serão não apenas benéficos para satisfazer as novas regulamentações, mas também oferecerão a oportunidade de administrar sua empresa de forma mais eficaz e eficiente e aumentar suas vantagens competitivas.

Referências:

  • Gartner
  • Autor: John Rizzuto, Betsy Burton




Crise mundial desafia empresas inovadoras a obter receitas

23 10 2008

Companhias como Twitter e Yammer testam novos modelos para empresas de internet e tentam convencer investidores de risco
 
Na esteira do estouro da bolha das ações das companhias pontocom, muitos investidores de risco castigados prometeram nunca mais financiar uma idéia rabiscada no guardanapo de coquetel sem um modelo viável de negócio. Muitas empresas mal concebidas, como a Pets.com e a Webvan apagaram suas chamas. A nova leva de “startups” de internet necessitava ter um caminho claro para a rentabilidade.

A disciplina não perdurou. Sucessos como o YouTube, o site de vídeo on-line vendido para a Google por US$ 1,65 bilhão em 2006, convenceram alguns investidores de risco que organizar um website com um grande número de usuários pode ainda ser mais valioso do que ganhar dinheiro de usuários pagantes.

Agora, quando a economia entra em severo declínio, os méritos relativos dessas duas filosofias serão testados novamente.

Os dois pólos do debate podem ser vistos no mundo do microblogging, onde as pessoas usam a internet ou seus celulares para fazer atualizações breves sobre suas atividades para um grupo de seguidores virtuais.

A Twitter, um nova companhia de São Francisco que se tornou um nome familiar, é líder em microblogging. Nada menos que três milhões de pessoas testaram seu serviço gratuito, conforme a TwirDir, um serviço de diretório. Mas a Twitter não tem absolutamente nenhuma receita – nem sequer anúncios.

A Yammer, uma nova e bem menor imitadora voltada para os clientes corporativos, tem só 60 mil usuários. Diferente da Twitter, seus fundadores se dispuseram desde o início a cobrar por seus serviços. Só seis semanas após a estréia pública, a Yammer já está coletando uma quantia modesta de dinheiro.

A Twitter atraiu muita atenção no mundo tecnológico desde que chegou em 2006. Quando um usuário se registra pela internet ou um celular, o serviço faz uma simples pergunta: “O que você está fazendo?” As respostas têm 140 caracteres ou menos. Embora alguns desses “gorjeios” tenham a profundidade de haikai, a maior parte é mundana, como “Realmente a noite está linda” ou “Meus olhos coçam. E eu estou irritado”.

A Yammer pergunta de novo: “No quê você está trabalhando?” O objetivo, diz o presidente David Sacks, é tornar os escritórios mais produtivos. As pessoas na Yammer atualizam os colegas sobre ocorrências na empresa ou fazem perguntas sobre trabalho sem obstruir as caixas de e-mail.

Sacks disse que encontrar um meio para ganhar dinheiro era prioridade para a Yammer e uma lição que ele aprendeu quando era diretor de operações da empresa de pagamentos on-line PayPal, depois que a bolha de ações das companhias pontocom estourou e a empresa teve de ganhar dinheiro rápido. Sua atenção para lucros ajudou a Yammer, que tem sede em West Hollywood, Califórnia, a vencer o prêmio TechCrunch50 para “startups” em setembro. A TechCrunch, um blog líder de notícias tecnológicas que patrocinou o concurso, chamou a empresa “Twitter com modelo de negócios”.

O modelo de negócios da Yammer é atraente, disse Sacks, porque se espalha viralmente como um serviço ao consumidor, mas ganha receita como um serviço de negócios. Qualquer um com o endereço de e-mail de uma empresa pode usar o Yammer de graça. Quando essa empresa se associa oficialmente – o que confere ao administrador mais controle sobre a segurança e quantos funcionários usam o serviço – paga US$ 1 ao mês por cada usuário. Nas primeiras seis semanas da Yammer, 10 mil empresas com 60 mil usuários se registraram, embora só 200 empresas com 4 mil usuários paguem até agora.

Os fundadores e os financiadores da Twitter, que segundo as notícias levantou US$ 20 milhões de investidores de risco, estão igualmente determinados a crescer para ganhar dinheiro depois.

Como o valor da rede de telefone ou da própria internet, o valor da Twitter aumenta com o número de usuários. Então o crescimento é a maior prioridade, disse Evan Williams, presidente da Twitter. “Se fôssemos nos dedicar desde cedo a criar um negócio, não poderíamos fazer outras coisas que tornam o produto melhor para os usuários”, ele disse. Os registros cresceram 600% em 2007.

No entanto, quando os investidores de risco pedem para as novas empresas demitirem funcionários e serem rentáveis para sobreviver no período de declínio econômico, a questão da receita adquiriu nova urgência para a Twitter. Na quinta-feira, o conselho da Twitter afastou Jack Dorsey – o engeheiro que criou a Twitter e seu ex-presidente fundador – e entregou o cargo para Williams, presidente do conselho da Twitter e executivo mais experiente.

“Todos nós acreditamos que Evan está mais apto para liderar a companhia da perspectiva de produto e negócio”, disse Fred Wilson, sócio da Union Square Ventures e membro da Twitter. No início de 2009, a Twitter planeja introduzir diversas maneiras para gerar receita, como cobrar das empresas que querem usar a Twitter como canal oficial de comunicação com seus clientes e monitorar o que dizem.

 Referências:





inovação e tecnologia

21 10 2008
A tecnologia e a inovação são hoje elementos estratégicos fundamentais para as empresas superarem acomplexidade e a incerteza decorrentes da crescente globalização da economia.
A tecnologia e a inovação são hoje elementos estratégicos fundamentais para as empresas superarem a complexidade e a incerteza decorrentes da crescente globalização da economia. Perante um contexto caracterizado por mudanças rápidas e descontínuas, assiste-se a uma verdadeira revolução tecnológica que tem arrastado o sistema econômico mundial para uma profunda reestruturação, como forma de enfrentar a crise aberta pela transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento

Na sociedade de hoje, onde mercado, produtos, serviços, processos produtivos, tecnologias e organizações estão sujeitos a freqüentes mudanças e a exigências cada vez maiores por sofisticação e personalização, a inovação e a tecnologia convertem-se em fontes essenciais para vantagens competitivas e sustentadas. Oferecem, assim, a base para desenvolvimento e o crescimento econômico e o aumento da competitividade empresarial.

O êxito empresarial depende da capacidade da empresa de inovar, revigorando seu processo produtivo e colocando novos produtos e serviços no mercado, a um preço menor, com uma qualidade garantida e a uma velocidade maior do que seus concorrentes. Elas precisam atender simultaneamente a demandas por eficiência, preço, qualidade, flexibilidade e diferenciação.

De fato, a aceleração do processo de inovação tem viabilizado a redução do tempo entre o surgimento da idéia e a sua viabilização comercial. Ocorre que, ao mesmo tempo em que aumenta o número e a velocidade de comercialização de novos produtos, serviços e processos produtivos, também evolui a abrangência da sua aplicação, realizada, em muitos casos, com verdadeiro alcance mundial.

Neste sentido, o Sistema Sebrae, na sua história de 35 anos, vem desenvolvendo ações de apoio tecnológico às micro e pequenas empresas – MPE. A partir de 1998 incrementou significativamente o conjunto de soluções de tecnologia disponibilizada para as empresas, sempre em parceria com instituições de ciência e tecnologia – ICT.

A tecnologia e a inovação vêm ganhando nos últimos anos crescente status de fator chave de sucesso empresarial. Em paralelo com fatores econômicos, financeiros, ambientais, mercadológicos e comerciais, traçam e moldam o quadro competitivo da empresa.

O aprimoramento contínuo das tecnologias de produção, comercialização e gestão são instrumentos fundamentais de competitividade pessoal e empresarial. Inovar hoje, não é apenas uma opção, mas um imperativo a qualquer empresa, de qualquer atividade econômica. É, pois, fundamental que estas estimulem a sua criatividade e organizem a sua capacidade inovativa

Referências




Vendas pela internet devem crescer 35% neste ano, diz consultoria

21 10 2008

colaboração para a Folha Online

O faturamento do comércio eletrônico no Brasil deve fechar o ano com crescimento de 35% sobre 2007, aponta relatório divulgado nesta quarta-feira (15) pela consultoria e-bit. De acordo com o levantamento, as vendas on-line devem atingir faturamento de R$ 8,5 bilhões.

A consultoria afirma que o resultado no comércio eletrônico está relacionado ao aumento no número de consumidores, que cresceu 42% de janeiro de 2007 a junho de 2008. “Isso significa que as lojas virtuais conquistaram cerca de 3,5 milhões de novos compradores. Só no primeiro semestre deste ano o faturamento foi de R$ 3,8 bilhões”, afirma a e-bit.

Atualmente, mais de 11,5 milhões de pessoas, segundo a consultoria, já experimentaram comprar algum tipo de produto pela internet.

“As principais vantagens que atraem os consumidores ao mundo digital são as práticas de preços mais baixos, financiamento facilitado, frete grátis, facilidade de compra, além da praticidade em comparar preços de produtos.”

Outro ponto abordado pela e-bit para justificar o aumento das vendas pela internet trata da expansão das vendas de computadores no país.

“Além da vantagem da compra direta, o comércio eletrônico está investindo cada vez mais em segurança na navegação, o que gera a confiança do consumidor”, explicou o diretor comercial da e-bit Informação, Maurício Salvador. Ele afirma que as vendas on-line possibilitam que a cadeia produtiva de distribuição perca intermediários, diminuindo o custo do produto.